quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Radiação atinge nível máximo - 24-fev-2010

A intensidade dos raios solares atingiu ontem nível máximo, entre 14h e 15 horas, em uma escala que varia de 1 a 14, de acordo com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec). Em dias ensolarados e de céu limpo, a radiação ultravioleta (UV) chega à terra com mais força, podendo causar sérios problemas à saúde, como o câncer de pele.
A temperatura, no entanto, não ultrapassou os 33° C e a pancada de chuva, no final da tarde, amenizou um pouco a sensação de calor intenso. Hoje, a temperatura permanece elevada, podendo chegar a 32° C, mas deverá baixar para 24° C, a partir de amanhã, com a chegada de uma frente fria, segundo informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
A intensidade da radiação UV está diretamente ligada à nebulosidade. “Se o céu estiver nublado, o índice cai”, explica o meteorologista do Cptec Gustavo Escobar. Por volta das 16 horas de ontem, a formação de nuvens na capital paulista fez o índice cair para 5. Isso porque as nuvens se tornam uma barreira que dificulta a entrada dos raios solares na atmosfera.
Segundo Escobar, a radiação é mais intensa ao meio-dia no verão porque os “raios caem perpendicularmente à superfície da terra”. “Quanto mais perpendicular, mais intensa é a radiação”, diz ele.

UVA e UVB
Existem dois tipos de raios: o UVA - responsável pelo bronzeamento, penetra na camada mais profunda da pele (derme) - e UVB - que afeta a superfície.
Em dias como o de ontem, a maior ameaça à saúde parte dos raios UVB, dizem os médicos. “A intensidade dos raios UV aumenta no verão, entre às 10h e 16 horas. Quando a intensidade é máxima, é preciso tomar cuidado com os raios UVB, que podem causar queimadura, bolhas, vermelhidão e escamação da pele”, afirma o dermatologista Aguinaldo Augusto Mirandez, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Internacional Academy of Cosmetic Dermatology. As queimaduras provocadas pelos raios UVB podem causar câncer de pele. Os raios UVA, explica Mirandez, causam envelhecimento cutâneo, já que afetam as células. “Ele (UVA) destrói o colágeno, deixa a pele amarelada e envelhecida”, complementa o professor da faculdade de Medicina do ABC, Luiz Roberto Terzian, e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
Diante de tantas ameaças, a recomendação é usar protetor solar meia hora antes de sair de casa e reaplicá-lo de duas em duas horas durante o período de exposição ao sol, recomenda o professor.
Além do rosto, as mulheres devem usar o protetor no pescoço, colo e pernas, já que usam roupas com decotes, saias ou bermudas e sandálias. Os homens devem passar o creme nas orelhas e pescoço.
Para quem aproveita os fins de semana de sol intenso na praia, deve procurar guarda-sóis feitos de lona ou plástico. “Os que são feitos de naylon ainda permitem a passagem da radiação”, diz Terzian.

Insolação
Nas três primeiras semanas de fevereiro, o Inmet registrou 133 horas de radiação solar, número próximo à média histórica medida pelo órgão, que é de 158,9 horas.
O recorde ainda não foi batido, mas o Inmet informou que não irá divulgar os novos valores. A insolação é o período medido entre o nascer e o por do sol, descontado o tempo em que é encoberto por nuvens.
Fonte: JORNAL DA TARDE – SP

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