Presidente do grupo Beiersdorf (5,7 bilhões de euros em vendas no ano passado) e principal executivo mundial da Nivea, em que entrou como estagiário recém-formado em economia, o alemão Thomas-Bernd Quaas, 57 anos, orgulha-se do eterno sucesso do primeiro e mais famoso creme Nivea, o da latinha azul, que em 2011 vai completar 100 anos - "É a mãe de todos os hidratantes". Ao mesmo tempo, avalia que a maior mudança que vivenciou nestes mais de trinta anos de empresa foi a velocidade com que a indústria cosmética passou a desenvolver novos produtos e prenuncia grandes novidades, sobretudo no campo da hidratação da pele. Sorridente, corado e prolixo, Quaas, que é casado com uma brasileira, arranha o português e prepara feijoada em casa quase todo sábado ("Sem laranja. Fruta, só na caipirinha"), falou a VEJA em São Paulo, em uma de suas periódicas visitas ao Brasil, "de longe o campeão" no consumo de seus produtos entre os países em desenvolvimento.
É ilusão acreditar na eficácia de produtos que prometem acabar com a celulite?
A celulite é um dos problemas de pele mais difíceis de ser sanados. Sua ocorrência está relacionada com a estrutura muscular das pessoas, com o formato das pernas e, é claro, com a qualidade da alimentação e o estilo de vida de cada uma. É impossível resolvê-lo totalmente. O mais razoável é baixar um pouco a expectativa e escolher produtos, como os nossos, que seguramente atenuam o problema.
Já que o senhor foi tão sincero ao falar da resistência da celulite, eu pergunto: os cremes faciais podem acabar com as rugas?
Podem atenuá-las. Eles são eficazes a ponto de fazer com que um rosto pareça até cinco anos mais jovem. É o que se pode prometer sem risco de exagerar na eficácia. Esse grau de sucesso, porém, depende do uso constante e incansável de bloqueador solar e hidratante.
Os lançamentos de cosméticos são cada vez mais tonitruantes, mas as mulheres cedo ou tarde se decepcionam com os novos produtos. Existe alguma linha nova de pesquisa que realmente fará a diferença?
As mulheres podem esperar produtos mais eficazes do que tudo o que já usaram até agora. O que está ocorrendo nos laboratórios é um extraordinário avanço rumo à eficácia dos cosméticos. Estamos às vésperas de uma segunda revolução nos cuidados com a pele, em especial no que diz respeito à hidratação. Essa revolução começou em 2003, quando o Nobel de Química foi entregue ao americano Peter Agre. Em resumo, Agre mostrou que o corpo humano é uma miniatura da cidade de Veneza. Isso significa que as camadas internas da pele são recortadas por minúsculos canais pelos quais a água circula. (O médico e bioquímico Peter Agre batizou esses canais formados por proteínas especiais de "aquaporinas" e descreveu seu papel no transporte da água através das membranas celulares.) Os dermatologistas já suspeitavam da existência desses canais, mas não havia evidência científica que a comprovasse. A descoberta de Agre abriu um novo caminho de pesquisas aplicadas, que passou a ser seguido por todas as grandes empresas de cosméticos. A corrida tinha o objetivo de aprender como utilizar esses canais para hidratar as células da pele. Posso adiantar que há poucos meses nossos cientistas me informaram ter, finalmente, obtido a fórmula de um creme capaz de utilizar esses canais para levar água até as células da pele e mantê-la lá.
Parece bom demais para ser verdade...
Essa revolução a que me refiro é um avanço real no campo da prevenção do envelhecimento da pele. Como se sabe, hidratar é prevenir. No campo da correção dos danos já feitos à pele, também temos armas muito poderosas derivadas das pesquisas sobre renovação celular.
Qual é o segredo da sobrevivência do creme da latinha azul?
Esse creme foi o primeiro criado pela Nivea, em 1911. Foi também o primeiro no mundo a conseguir juntar água e óleo e manter a estabilidade dessa mistura. Você pode ter uma latinha durante anos no armário do banheiro, e ela permanecerá igualzinha ao longo do tempo. O creme da latinha é a mãe de todos os hidratantes. Esse foi o nosso primeiro segredo. O segundo é que nestes 100 anos não paramos nunca de investir no creme e fazer muita pesquisa para melhorar o refinamento da emulsão, concentrando-nos, particularmente, no modo como misturamos os ingredientes. Vou parar por aqui. Nosso segredo é tão bem guardado quanto a fórmula da Coca-Cola.
Falando em fórmulas secretas, de onde vem aquele cheiro típico dos produtos de sua empresa?
De uma mistura de plantas e flores, principalmente violeta. Já é clássica a brincadeira que faço quando convido amigos ou colegas para jantar em casa. Enfileiro produtos de beleza de várias marcas, ponho uma venda nos olhos dos convidados e peço que, apenas pelo perfume, tentem reconhecer qual é o Nivea. Eles sempre acertam.
Qual é o tamanho relativo do Brasil no mercado mundial de cosméticos?
No ano passado, o Brasil foi o país onde nossas vendas mais cresceram. Isso decorreu do gosto das brasileiras por novidades na área dos produtos de beleza e também do fato de o Brasil ter lidado de maneira especialmente eficaz com a crise. Aliás, o prazer das brasileiras em descobrir novos cremes faz com que o país seja um ótimo laboratório de testes. O maior consumo per capita de produtos cosméticos vem do Japão. E o maior mercado, em volume, é a América do Norte. Entre os países em desenvolvimento, o Brasil é, de longe, o campeão.
É verdade que, pelo menos em matéria de cremes, os homens são muito mais fiéis que as mulheres?
É verdade. A fidelidade masculina às marcas tem uma única explicação, muito simples e verdadeira. Ao contrário das mulheres, eles não se interessam por novidades. Se eles têm um problema na pele e determinado creme faz efeito positivo, já está muito bom. O fato comportamental mais interessante nesse segmento, porém, é que 80% dos cremes que os homens usam são comprados para eles pelas mulheres.
O senhor usa cremes? Uso um creme para o rosto todos os dias. Além disso, experimento todos os produtos que lançamos e também os dos concorrentes, para observar as diferenças. Quando chego de uma viagem longa de avião, costumo fazer uma máscara no rosto com aquele creme da latinha azul.
Pelo que se lê nos jornais, a concorrência entre as empresas de beleza não tem nada de bonito. É uma briga feia mesmo?
Em termos. É preciso levar em consideração que não existem muitas empresas de altíssima qualidade nesse meio. Somos cinco, seis no máximo. Por outro lado, todas investem muito em pesquisa. Toda hora aparecem novidades. Cada empresa patenteia suas descobertas e, a partir daí, nenhuma outra pode vender produtos com as mesmas características. Como estamos em um mercado que exige novidade o tempo todo, é altíssima a velocidade com que temos de estudar e desenvolver produtos.
Como o senhor exemplificaria esse ritmo de lançamentos?
Posso dizer que entre 30% e 40% de nossa receita total é proveniente de produtos que estão há menos de quatro ou cinco anos nas prateleiras.
Como definir o que seria uma pele perfeita?
Aquela que torna ainda mais bonita uma mulher bonita quando ela sorri. Essa é a mulher que faz um restaurante inteiro parar e olhar quando ela entra.
Mas sorrir muito não causa rugas?
Causa, mas são as que chamamos de rugas de beleza.
Existe um tipo de rosto que possa ser considerado universalmente bonito?
Essa é umas das perguntas mais difíceis de ser respondidas. Fazemos pesquisas globais e vemos que em cada lugar o conceito de bonito é diferente. No Japão, as mulheres buscam um rosto sem nenhum toque de cor, extremamente branco. Isso porque lá o tom de pele mais claro indica que a mulher ocupa posição social privilegiada. Na Alemanha, a beleza está mais associada ao humor e à vitalidade. As alemãs, ao contrário das brasileiras, não demonstram muita preocupação com o envelhecimento. As francesas gostam de experimentar produtos de maquiagem. As suíças se preocupam muito em usar cremes para o rosto, mas dedicam menos atenção ao corpo, que, por causa do frio, acaba pouco exposto. A brasileira, como se sabe, procura juventude e pele bronzeada, inclusive a do rosto.
Além de valorizar o bronzeado, o que mais distingue a brasileira?
Querer ficar com a "marca do biquíni" é uma predileção típica das brasileiras, o que nosso presidente no Brasil descobriu em uma de suas visitas a consumidoras. Vocês estão entre as que começam a usar hidratante para o rosto mais tarde, só se preocupam com as rugas quando elas já apareceram. Em compensação, são das primeiras a fazer uso de cremes para o corpo, especialmente os que combatem a celulite. Essa dinâmica torna-se curiosa quando observamos que, no Brasil, um terço das mulheres procura o dermatologista unicamente por motivos estéticos. No resto do mundo, a mulher só vai ao dermatologista se o clínico geral encontra algum problema de pele e a encaminha ao especialista. Outra peculiaridade daqui são os cremes cosméticos manipulados. Isso não existe na maior parte do mundo.
As mulheres buscam neles quantidades maiores das substâncias que consideram eficazes...
Primeiro, é preciso definir o motivo pelo qual o produto vai ser usado. Faz sentido se for uma receita médica e o objetivo for tratar uma doença.
As pesquisas feitas por sua empresa no Brasil confirmam a decantada vaidade da mulher brasileira?
Da última vez que vim aqui, quis conversar com um grupo de estudantes para conhecer melhor seus cuidados com a beleza. Uma delas me disse que lavava o cabelo duas vezes por dia. Imaginei que isso significava lavá-lo pela manhã e outra vez à noite, antes de se deitar. Não era bem assim. A primeira lavada era feita por ela antes de ir para a academia. Ela explicou que queria estar linda enquanto se exercitava, porque a academia era o lugar onde havia maiores chances de conhecer pessoas. Isso diz muito sobre a importância que as brasileiras dão aos cuidados com a beleza.
Por que a Nivea não entrou no mercado de "cosmecêuticos", as cápsulas que, se ingeridas, teriam efeitos embelezadores?
Algumas pílulas podem até trazer benefícios, mas o que se percebe é que os efeitos positivos desses medicamentos são muito reduzidos. Quando falamos de cuidados com a beleza, os cremes respondem por 80%. Outros 15%, se não mais, vêm de uma vida com esporte, bom sono e alimentação correta. Digamos que as cápsulas podem ter algum efeito perceptível nesses 5% que faltam.
A pele de mulheres em diferentes faixas etárias exige mesmo produtos tão diferenciados?
Os cuidados com a pele são mais ou menos os mesmos em qualquer idade. Eles devem ser igualmente intensivos e constantes. A grande diferença é que, aos 20 anos, a mulher precisa de um hidratante leve. Aos 40, de um creme para adiar as rugas e, aos 60, de outro que as amenize.
Fonte: VEJA
quinta-feira, 15 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
RAÇÃO HUMANA VIRA FEBRE
O nome é um pouco indigesto, e o gosto também não chega a ser o de uma guloseima. Mas os efeitos da ração humana sobre os quilos a mais têm provocado euforia no Brasil. O misto de farelos já era um velho conhecido dos nutricionistas, que há tempos fazem a prescrição aos pacientes. Uma empresa de produtos naturais, porém, lançou a fórmula pronta no mercado e bastou que um famoso programa semanal da televisão mostrasse os benefícios dos ingredientes para que a ração virasse febre no país. A desenvolvedora de web Regina Rizzo, 24 anos, gostou tanto do resultado que resolveu dividir a ração com a família toda. Em janeiro, conversando sobre dietas com um colega de trabalho, ela ouviu falar
pela primeira vez sobre a mistura de farelos. Comprou os ingredientes e preparou a ração em casa. Em sete dias, perdeu 2kg. “Eu não tinha percebido, já estava desanimando, mas quando me pesei, animei de novo”, comemora a jovem, que tem dificuldades para emagrecer. Até agora, foram 5kg a menos.
A nutricionista funcional Carina Tafas, especialista em personal diet pela escola de nutrição NTR de Porto Alegre, explica que pessoas com deficiência de vitaminas do complexo B têm dificuldades para emagrecer e, como a ração é rica desses nutrientes, o processo é facilitado. Além disso, as fibras ajudam a regular o intestino, estimulam a digestão, desintoxicam e inibem a absorção da gordura. “Porém, somente da refeição que foi feita junto com a ração. Ela não diminui a gordura já acumulada no organismo”, alerta.
No começo, Regina resolveu, por conta própria, substituir duas refeições por dia. “Mas comecei a sentir a boca muito amarga. Diminuí para uma vez ao dia, no café da manhã, e melhorei”, conta. Como a ração não faz milagres, a jovem procura fazer refeições leves, além de comer barras de cereal ou frutas a cada três horas.
Sob orientação
Para evitar incômodos como o passado por Regina, a nutricionista Joana Lucyk, da clínica Saúde Ativa, especializada em nutrigênese, diz que os candidatos à ração deveriam procurar um especialista. “Desse modo, se garante a indicação de utilização na quantidade adequada, assim como a definição dos melhores componentes para cada caso específico. As fórmulas prontas têm composições, calorias e quantidades de nutrientes diferentes e, portanto, pessoas diferentes têm indicação de uso diferentes”, argumenta.
Carina Tafas lembra que, para algumas pessoas, a ração comprada pronta pode fazer mal à saúde. É o caso de diabéticos, que não podem ingerir o cacau e o açúcar mascavo, e dos hipertensos, que não devem tomar o guaraná, substância estimulante. “Como muitos ingredientes da ração contêm glúten, ela deve ser evitada por pessoas alérgicas à substância, que podem sofrer com inflamação intestinal. É preciso tomar muito cuidado com a individualidade bioquímica”, diz a nutricionista.
Ela lembra que há outras doenças relacionadas à intolerância ao glúten, como psoríase e artrite reumatoide, cujos sintomas podem piorar por causa da ração. Quem sofre de males do cólon também deve ficar longe da mistura, porque a tendência a inflamações no intestino pode se agravar. Nesses casos, a ração só é indicada com acompanhamento de um especialista, que vai substituir os ingredientes agressivos por outros tolerados pelo organismo.
Valor nutritivo
Embora variem, as receitas são preparadas à base de componentes com rico valor nutritivo, como cacau, quinua real, soja, aveia e trigo (veja arte). Alguns dos ingredientes combatem os radicais livres, um dos vilões do emagrecimento, outros regulam o colesterol, sem falar na quantidade de vitaminas e minerais que levam para o organismo. “São muitas as substâncias, e a maioria delas são fontes de fibras. Quando se mistura os alimentos, obtém-se boa quantidade de fibras solúveis e insolúveis. Portanto, essa mistura ajuda na regulação intestinal, no controle de produção de colesterol e age na saciedade. A maioria dos ingredientes são boa fonte de carboidratos, de minerais e vitaminas do complexo B”, explica Joana Lucyk.
Cunhada de Regina Rizzo, a bancária Juliana de Sousa Faleiro Machado, 31 anos, entrou na distribuição familiar da ração e também está aprovando o resultado. Tirando o carnaval e uma semana de férias, período nos quais tirou folga do mix, ela seguiu a dieta por três semanas. Em cada uma, perdeu 1kg.
Juliana, que pretende perder 20kg, costuma usar a ração em substituição ao café da manhã. Na hora do almoço e no jantar, opta por refeições leves. “Eu não consigo fazer dieta radical”, confessa a bancária, que já tentou vários regimes, mas largou no meio do caminho. Como a ração não exige uma mudança significativa nos hábitos alimentares, resolveu apostar. “Não deixo de tomar uma cervejinha no fim de semana nem de comer sushi de vez em quando. Mas, sozinha, a ração não funciona. Tem mesmo que fechar a boca.”
Esse é o conselho da nutróloga (médica especialista em nutrição) Lívia Zimmerman, membro da diretoria da Associação Brasileira de Nutrologia. “A fórmula não é mágica. Como há muitos componentes calóricos, se a pessoa comer demais, vai engordar, em vez de emagrecer”, diz. Embora reconheça as vantagens dos ingredientes, a médica afirma: “A ração não vai fazer ninguém emagrecer. O que emagrece é o que você vai deixar de comer, já que, se você ingere muita proteína, fica saciada e não sente necessidade de comer muito”. De acordo com a nutróloga, para chegar ao objetivo de emagrecer, a pessoa precisa substituir uma refeição por dia pela ração, que pode ser batida com leite de soja, iogurte ou com frutas.
Já para a nutricionista Joana, as pessoas devem usar o mix como complemento, “visando o equilíbrio alimentar”. “Como a composição é rica em vitaminas, minerais, carboidratos, gorduras de boa qualidade, fibras e proteínas, ela pode promover a recuperação de falhas nutricionais e um melhor equilíbrio nutricional no organismo e, então, auxiliar no processo de emagrecimento. O emagrecimento é consequência do equilíbrio nutricional”, defende.
Assim como Lívia, Joana recomenda moderação no uso da ração humana. “O excesso desse alimento não implicará necessariamente perda de peso. Ele pode ser utilizado diariamente, mas com moderação”, afirma. Segundo ela, é difícil padronizar a quantidade que deve ser utilizada, mas, no geral, pode-se falar em um consumo médio de uma a três colheres de sopa por dia, acompanhado por uma dieta saudável, equilibrada e adequada às necessidades individuais. Ambas as profissionais recomendam a compra de ingredientes embalados e ensacados. Em feiras, os cereais são vendidos a granel, mas correm o risco de contaminação, lembram.
A fórmula não é mágica. Como há muitos componentes calóricos, se a pessoa comer demais, vai engordar, em vez de emagrecer. Lívia Zimmerman, médica nutróloga
O que estão chamando agora de ração humana já era algo que eu usava há muito tempo com meus pacientes. Não gosto dessa relação que fazem da mistura de farelos com emagrecimento, porque não concordo com a substituição das refeições. São ingredientes interessantes, que fazem bem ao organismo, mas devem ser usados como suplemento. O mais interessante da mistura é a fibra, que melhora o intestino. Prefiro que a pessoa prepare a fórmula em casa, com a orientação de um nutricionista, porque são necessários alguns cuidados. A mistura pronta vem com açúcar mascavo, por exemplo, e, para os diabéticos, isso faz aumentar a glicemia.Daniela Guimarães, nutricionista da Academia Contours
Fonte: CORREIO BRASILIENSE – DF
pela primeira vez sobre a mistura de farelos. Comprou os ingredientes e preparou a ração em casa. Em sete dias, perdeu 2kg. “Eu não tinha percebido, já estava desanimando, mas quando me pesei, animei de novo”, comemora a jovem, que tem dificuldades para emagrecer. Até agora, foram 5kg a menos.
A nutricionista funcional Carina Tafas, especialista em personal diet pela escola de nutrição NTR de Porto Alegre, explica que pessoas com deficiência de vitaminas do complexo B têm dificuldades para emagrecer e, como a ração é rica desses nutrientes, o processo é facilitado. Além disso, as fibras ajudam a regular o intestino, estimulam a digestão, desintoxicam e inibem a absorção da gordura. “Porém, somente da refeição que foi feita junto com a ração. Ela não diminui a gordura já acumulada no organismo”, alerta.
No começo, Regina resolveu, por conta própria, substituir duas refeições por dia. “Mas comecei a sentir a boca muito amarga. Diminuí para uma vez ao dia, no café da manhã, e melhorei”, conta. Como a ração não faz milagres, a jovem procura fazer refeições leves, além de comer barras de cereal ou frutas a cada três horas.
Sob orientação
Para evitar incômodos como o passado por Regina, a nutricionista Joana Lucyk, da clínica Saúde Ativa, especializada em nutrigênese, diz que os candidatos à ração deveriam procurar um especialista. “Desse modo, se garante a indicação de utilização na quantidade adequada, assim como a definição dos melhores componentes para cada caso específico. As fórmulas prontas têm composições, calorias e quantidades de nutrientes diferentes e, portanto, pessoas diferentes têm indicação de uso diferentes”, argumenta.
Carina Tafas lembra que, para algumas pessoas, a ração comprada pronta pode fazer mal à saúde. É o caso de diabéticos, que não podem ingerir o cacau e o açúcar mascavo, e dos hipertensos, que não devem tomar o guaraná, substância estimulante. “Como muitos ingredientes da ração contêm glúten, ela deve ser evitada por pessoas alérgicas à substância, que podem sofrer com inflamação intestinal. É preciso tomar muito cuidado com a individualidade bioquímica”, diz a nutricionista.
Ela lembra que há outras doenças relacionadas à intolerância ao glúten, como psoríase e artrite reumatoide, cujos sintomas podem piorar por causa da ração. Quem sofre de males do cólon também deve ficar longe da mistura, porque a tendência a inflamações no intestino pode se agravar. Nesses casos, a ração só é indicada com acompanhamento de um especialista, que vai substituir os ingredientes agressivos por outros tolerados pelo organismo.
Valor nutritivo
Embora variem, as receitas são preparadas à base de componentes com rico valor nutritivo, como cacau, quinua real, soja, aveia e trigo (veja arte). Alguns dos ingredientes combatem os radicais livres, um dos vilões do emagrecimento, outros regulam o colesterol, sem falar na quantidade de vitaminas e minerais que levam para o organismo. “São muitas as substâncias, e a maioria delas são fontes de fibras. Quando se mistura os alimentos, obtém-se boa quantidade de fibras solúveis e insolúveis. Portanto, essa mistura ajuda na regulação intestinal, no controle de produção de colesterol e age na saciedade. A maioria dos ingredientes são boa fonte de carboidratos, de minerais e vitaminas do complexo B”, explica Joana Lucyk.
Cunhada de Regina Rizzo, a bancária Juliana de Sousa Faleiro Machado, 31 anos, entrou na distribuição familiar da ração e também está aprovando o resultado. Tirando o carnaval e uma semana de férias, período nos quais tirou folga do mix, ela seguiu a dieta por três semanas. Em cada uma, perdeu 1kg.
Juliana, que pretende perder 20kg, costuma usar a ração em substituição ao café da manhã. Na hora do almoço e no jantar, opta por refeições leves. “Eu não consigo fazer dieta radical”, confessa a bancária, que já tentou vários regimes, mas largou no meio do caminho. Como a ração não exige uma mudança significativa nos hábitos alimentares, resolveu apostar. “Não deixo de tomar uma cervejinha no fim de semana nem de comer sushi de vez em quando. Mas, sozinha, a ração não funciona. Tem mesmo que fechar a boca.”
Esse é o conselho da nutróloga (médica especialista em nutrição) Lívia Zimmerman, membro da diretoria da Associação Brasileira de Nutrologia. “A fórmula não é mágica. Como há muitos componentes calóricos, se a pessoa comer demais, vai engordar, em vez de emagrecer”, diz. Embora reconheça as vantagens dos ingredientes, a médica afirma: “A ração não vai fazer ninguém emagrecer. O que emagrece é o que você vai deixar de comer, já que, se você ingere muita proteína, fica saciada e não sente necessidade de comer muito”. De acordo com a nutróloga, para chegar ao objetivo de emagrecer, a pessoa precisa substituir uma refeição por dia pela ração, que pode ser batida com leite de soja, iogurte ou com frutas.
Já para a nutricionista Joana, as pessoas devem usar o mix como complemento, “visando o equilíbrio alimentar”. “Como a composição é rica em vitaminas, minerais, carboidratos, gorduras de boa qualidade, fibras e proteínas, ela pode promover a recuperação de falhas nutricionais e um melhor equilíbrio nutricional no organismo e, então, auxiliar no processo de emagrecimento. O emagrecimento é consequência do equilíbrio nutricional”, defende.
Assim como Lívia, Joana recomenda moderação no uso da ração humana. “O excesso desse alimento não implicará necessariamente perda de peso. Ele pode ser utilizado diariamente, mas com moderação”, afirma. Segundo ela, é difícil padronizar a quantidade que deve ser utilizada, mas, no geral, pode-se falar em um consumo médio de uma a três colheres de sopa por dia, acompanhado por uma dieta saudável, equilibrada e adequada às necessidades individuais. Ambas as profissionais recomendam a compra de ingredientes embalados e ensacados. Em feiras, os cereais são vendidos a granel, mas correm o risco de contaminação, lembram.
A fórmula não é mágica. Como há muitos componentes calóricos, se a pessoa comer demais, vai engordar, em vez de emagrecer. Lívia Zimmerman, médica nutróloga
O que estão chamando agora de ração humana já era algo que eu usava há muito tempo com meus pacientes. Não gosto dessa relação que fazem da mistura de farelos com emagrecimento, porque não concordo com a substituição das refeições. São ingredientes interessantes, que fazem bem ao organismo, mas devem ser usados como suplemento. O mais interessante da mistura é a fibra, que melhora o intestino. Prefiro que a pessoa prepare a fórmula em casa, com a orientação de um nutricionista, porque são necessários alguns cuidados. A mistura pronta vem com açúcar mascavo, por exemplo, e, para os diabéticos, isso faz aumentar a glicemia.Daniela Guimarães, nutricionista da Academia Contours
Fonte: CORREIO BRASILIENSE – DF
sábado, 27 de março de 2010
NOVE SEGREDOS PARA CONTROLAR A OLEOSIDADE DA PELE
Com o tempo começando a esquentar, o pesadelo de quem tem a pele oleosa volta a ganhar contorno. Lavar o rosto várias vezes durante o dia, passar lencinhos umedecidos e produtos adstringentes são algumas das medidas preventivas mais comuns.
Mas qual delas realmente funciona? É preciso prestar atenção no tipo de sabonete que você usa, na composição da maquiagem e até no seu corte de cabelo , afirma o dermatologista Ademir Junior, da Sociedade Brasileira de Medicina Estética.
Numa entrevista bastante didática, ele explica tudo o que você precisa fazer para proteger a pele contra o excesso de oleosidade e, conseqüentemente, ficar longe de cravos e espepinhas, além de evitar aquele aspecto brilhante que derrete qualquer maquiagem.
1. Na hora do banho
O primeiro cuidado é regular a temperatura da água. Muito quente, ela remove a oleosidade natural da sua pele, incentivando o organismo a produzir mais sebo. Resultado: oleosidade de sobra. Prefira água morna ou fresca. A escolha do sabonete também é importante: use produtos específicos para o rosto, que também não agridem a pele dsta região. Alguas marcas, inclusive, dispõem de opções específicas para cada tipo de pele.
2. Maquiagem
O uso do pó é comum entre as mulheres que têm vergonha do brilho excessivo, produzido pelas peles oleosas. Desde que você tenha o hábito de limpar corretamente a pele, com uma espuma de limpeza e uma loção adastringente, poe usar maquiagem sem medo. Se possível, busque produtos que são desenvolvidos para pele oleosa, ou seja, que não incentivama produção de sebo. Também peça por opções com o chamado efeito mate , que dão aspecto mais seco.
3. Lencinhos umedecidos
Eles até aliviam aquela sensação pegajosa, mas ão resolvem a olesidade. A ação é restrita ao alívio do desconforto. Pode haver, inclusive, um aumento da oleosidade, caso seu lencinho contenha produtos que desgastem a pele. Prefira andar com um pouco de loção adstringente e lenços de papel ou plaquinhas de algodão, eles são úteis quando não é possível lavar o rosto.
4. Franja no rosto
A oleosidade dos cabelos e do couro cabedulo acaba prendendo-se à testa e ao rosto. Além disso, o cabelo abafa a pele, que acaba com dificuldade de respirar. Evite cortes que deixam o cabelo em contato com o rosto ou, se for o caso, mantenha os fios presos na maior parte do tempo.
5. Efeitos da poluição
Os agentes poluentes facilitam a inflamção da pele, gerando problemas como a acne. Vale lembrar que o proprio óleo em excesso já apresenta esta propriedade, assim como a poluição, individualmente. Somando os dois, portanto, teremos maior inflamação cutânea.
6. Proteção contra o sol
Você nunca deve dispensá-la, mas precisa usar protetores específicos para o rosto com pele oleosa, com FPS 30 no mínimo. Em geral, esses produtos vêm em forma de gel, gel-creme ou fluido (escolha aquele cuja consistência agrada mais). As fórmual são pensadas não só para formar uma barreira contra os raios ultraviletas, mas também para tratar a oleosidade da pele, evitando que o problema aumente. O sol, aparentemente, pode até melhorar a oleosidade da pele, mas não tem nenhum efeito redutor como muitos pensam.
7. O mito do chocolate
A Ciência ainda não dispõe de um veredicto a esse respeito. Enquanto muitos estudos dizem que o consumo de chocolate não tem nanda a ver com o aumento da oleosidade, outros apontam a quantidade de gordura presente na composição como um fator desencadeante para o problema. Na prática, o dr. Ademir recomenda que você preste atenção no próprio metabolismo e observe se o consumo causa alguma mudança na sua pele.
8. Ar condicionado
Quando o tempo esquenta, fica difícil escapar dele. O problema é que o ar condicionado, por ressecar o ambiente, ajuda na desidratação da pele. Com isso, há o aumento na produção de óleo, como uma reação natural do seu organismo para tentar reduzir a perda desta água. Hidrate-se bastante, com água e sucos naturais, que o efeito do aparelho tende a ser menos nocivo sobre sua aparência.
9.Antes de dormir
Deixar a pele respirar ou usar produtos específicos? Depois de remover a maquiagem e fazer a limpeza da pele com espuma facial e loção adstringente, o dermatologista recomenda que você aplique uma loção ou um gel que reduza a oleosidade da sua pele. Pela manhã, não se esqueça de retirar o produto, lavando bem o rosto. Durante o dia, a melhor saída é usar um filtro solar próprio para peles oleosas.
Fonte: O ESTADO DO PARANÁ – PR
Mas qual delas realmente funciona? É preciso prestar atenção no tipo de sabonete que você usa, na composição da maquiagem e até no seu corte de cabelo , afirma o dermatologista Ademir Junior, da Sociedade Brasileira de Medicina Estética.
Numa entrevista bastante didática, ele explica tudo o que você precisa fazer para proteger a pele contra o excesso de oleosidade e, conseqüentemente, ficar longe de cravos e espepinhas, além de evitar aquele aspecto brilhante que derrete qualquer maquiagem.
1. Na hora do banho
O primeiro cuidado é regular a temperatura da água. Muito quente, ela remove a oleosidade natural da sua pele, incentivando o organismo a produzir mais sebo. Resultado: oleosidade de sobra. Prefira água morna ou fresca. A escolha do sabonete também é importante: use produtos específicos para o rosto, que também não agridem a pele dsta região. Alguas marcas, inclusive, dispõem de opções específicas para cada tipo de pele.
2. Maquiagem
O uso do pó é comum entre as mulheres que têm vergonha do brilho excessivo, produzido pelas peles oleosas. Desde que você tenha o hábito de limpar corretamente a pele, com uma espuma de limpeza e uma loção adastringente, poe usar maquiagem sem medo. Se possível, busque produtos que são desenvolvidos para pele oleosa, ou seja, que não incentivama produção de sebo. Também peça por opções com o chamado efeito mate , que dão aspecto mais seco.
3. Lencinhos umedecidos
Eles até aliviam aquela sensação pegajosa, mas ão resolvem a olesidade. A ação é restrita ao alívio do desconforto. Pode haver, inclusive, um aumento da oleosidade, caso seu lencinho contenha produtos que desgastem a pele. Prefira andar com um pouco de loção adstringente e lenços de papel ou plaquinhas de algodão, eles são úteis quando não é possível lavar o rosto.
4. Franja no rosto
A oleosidade dos cabelos e do couro cabedulo acaba prendendo-se à testa e ao rosto. Além disso, o cabelo abafa a pele, que acaba com dificuldade de respirar. Evite cortes que deixam o cabelo em contato com o rosto ou, se for o caso, mantenha os fios presos na maior parte do tempo.
5. Efeitos da poluição
Os agentes poluentes facilitam a inflamção da pele, gerando problemas como a acne. Vale lembrar que o proprio óleo em excesso já apresenta esta propriedade, assim como a poluição, individualmente. Somando os dois, portanto, teremos maior inflamação cutânea.
6. Proteção contra o sol
Você nunca deve dispensá-la, mas precisa usar protetores específicos para o rosto com pele oleosa, com FPS 30 no mínimo. Em geral, esses produtos vêm em forma de gel, gel-creme ou fluido (escolha aquele cuja consistência agrada mais). As fórmual são pensadas não só para formar uma barreira contra os raios ultraviletas, mas também para tratar a oleosidade da pele, evitando que o problema aumente. O sol, aparentemente, pode até melhorar a oleosidade da pele, mas não tem nenhum efeito redutor como muitos pensam.
7. O mito do chocolate
A Ciência ainda não dispõe de um veredicto a esse respeito. Enquanto muitos estudos dizem que o consumo de chocolate não tem nanda a ver com o aumento da oleosidade, outros apontam a quantidade de gordura presente na composição como um fator desencadeante para o problema. Na prática, o dr. Ademir recomenda que você preste atenção no próprio metabolismo e observe se o consumo causa alguma mudança na sua pele.
8. Ar condicionado
Quando o tempo esquenta, fica difícil escapar dele. O problema é que o ar condicionado, por ressecar o ambiente, ajuda na desidratação da pele. Com isso, há o aumento na produção de óleo, como uma reação natural do seu organismo para tentar reduzir a perda desta água. Hidrate-se bastante, com água e sucos naturais, que o efeito do aparelho tende a ser menos nocivo sobre sua aparência.
9.Antes de dormir
Deixar a pele respirar ou usar produtos específicos? Depois de remover a maquiagem e fazer a limpeza da pele com espuma facial e loção adstringente, o dermatologista recomenda que você aplique uma loção ou um gel que reduza a oleosidade da sua pele. Pela manhã, não se esqueça de retirar o produto, lavando bem o rosto. Durante o dia, a melhor saída é usar um filtro solar próprio para peles oleosas.
Fonte: O ESTADO DO PARANÁ – PR
sexta-feira, 19 de março de 2010
A CIÊNCIA A FAVOR DA BELEZA
Como a descoberta do sistema de hidratação profunda da pele, feita por um prêmio Nobel, abriu caminho para uma revolução nos cosméticos.
Há duas décadas, as pesquisas sobre a preservação da juventude da pele proporcionaram a primeira revolução no mundo dos cosméticos. À frente dela estava o ácido retinoico, que se provou eficiente no tratamento dos sinais da idade mais tênues. Agora, graças ao trabalho de um prêmio Nobel, uma segunda revolução se aproxima. Um novo continente foi descoberto no planeta do conhecimento científico sobre o metabolismo das células da pele. As perspectivas são extraordinárias no campo da prevenção. O que se pode esperar das aplicações práticas vindas da descoberta da ciência pura é, simplesmente, manter por quase toda a vida a mesma aparência jovial que a pele apresentava aos 20 anos de idade. Nunca a indústria de cosméticos esteve tão próxima da ciência de vanguarda.
Durante um século, desde que a polonesa Helena Rubinstein criou o conceito moderno de produtos de beleza, mulheres e homens preocupados com a aparência tiveram recursos muito limitados para manter a pele livre das rugas, da flacidez e das manchas trazidas pelo processo natural de envelhecimento. Os cremes e as loções disponíveis no mercado, à base de glicerina e outras substâncias gordurosas, apenas mantinham a hidratação natural da epiderme nas horas seguintes à sua aplicação. A prevenção de rugas ou a manutenção de uma pele jovem e saudável ao chegar à meia-idade, façanhas prometidas nas embalagens, ainda têm pouca correspondência no mundo real. Os pesquisadores da área de cosméticos sempre souberam por que é tão difícil evitar as marcas do tempo na pele por meio de produtos químicos. Basicamente, porque não se sabia como interferir nas camadas mais profundas da epiderme. Agora, como resultado de diversas frentes de pesquisa científica, vive-se o início da mais notável revolução já vista no mundo dos produtos de beleza. As empresas de cosméticos anunciam que estão a um passo de encontrar fórmulas químicas capazes de manter a hidratação nas camadas inferiores da pele.
O ponto de partida para essa revolução nos tratamentos de beleza é a descoberta do cientista americano Peter Agre que lhe valeu o Prêmio Nobel de Química em 2003. Agre descreveu o funcionamento do principal sistema de irrigação dos tecidos do corpo humano. Ele é composto de canais formados por proteínas que atravessam a membrana celular e permitem a entrada e saída de água. O pesquisador batizou esses canais de aquaporinas. Os órgãos do corpo humano são formados majoritariamente de água – 79% no caso do coração, 76% no do cérebro e, na pele, 70%. Por isso, as aquaporinas são indispensáveis para o funcionamento do organismo. Mas, como todo processo bioquímico de manutenção da vida, a eficácia das aquaporinas diminui com o passar dos anos, tornando os órgãos mais fracos e vulneráveis. A diminuição no desempenho das aquaporinas da pele a torna seca e enrugada. O grande salto que as empresas de cosméticos estão prestes a empreender é prolongar o funcionamento perfeito da aquaporina 3, específica da pele, por tempo indeterminado. Para isso, elas têm várias estratégias. A principal delas é a produção de cremes com proteínas sintéticas semelhantes às naturais. "Saber como funciona cada elemento que compõe a pele se tornou imprescindível para encontrarmos fórmulas cada vez mais específicas para tratá-la, e a aquaporina foi um passo gigante nessa direção", disse a VEJA o francês Lionel De Benetti, diretor da indústria de cosméticos francesa Clarins, de Paris.
Não apenas para a pele, diga-se. A descoberta dos mecanismos de circulação celular de água e outras substâncias nutritivas começa a produzir soluções para os mais diversos problemas de saúde. Uma das mais esperadas é uma terapia que pode manter os rins funcionando em padrão ótimo por quase toda a vida de uma pessoa. Aos 85 anos, um ser humano normal tem a capacidade de filtragem dos rins reduzida em média a meros 30% – ainda assim se ele tiver um organismo sadio. Pessoas que são obrigadas a tomar diariamente medicamentos para doenças crônicas, como o diabetes, exigem mais dos rins. Elas podem chegar aos 85 anos com o poder de filtragem renal de apenas 10% do normal. A possibilidade de manter ou reativar os processos que ocorrem nas aquaporinas é uma esperança para a pele perfeita e para o prolongamento da juventude e do bem-estar geral do organismo.
Sob o número EP 1 885 477 B1, acaba de ser concedida na União Europeia a primeira patente de um produto criado com base nas aquaporinas. Ela foi obtida por uma empresa dinamarquesa que produziu com aquaporina uma membrana capaz de filtrar e purificar a água nas condições mais adversas. O uso imediato vislumbrado pelos dinamarqueses é em grandes usinas de dessalinização de água do mar, o que, com a nova tecnologia, pode ser feito mais rapidamente e com mais eficiência do que qualquer outro processo anterior. O ramo médico da empresa está focado em aplicações que vão produzir soluções para doenças renais e outras em que o problema é a produção ou filtragem de fluidos no organismo.
Na cosmética, a manutenção do bom funcionamento das aquaporinas através das décadas é a principal arma da nova revolução dos produtos de beleza, mas não a única. Os cientistas têm conseguido avanços também em outras frentes na busca pela preservação da pele jovem. A principal delas é a regeneração celular. A técnica da finalização transepidérmica, atualmente em fase de testes em vários laboratórios da Europa, procura retardar a perda da capacidade de produção celular que se intensifica a partir dos 40 anos. Moléculas de substâncias estimuladoras da renovação celular, como o retinol, são introduzidas em uma única célula da pele. A partir daí, as proteínas celulares se encarregam de levar o elemento estimulador às demais células. A utilização da finalização transepidérmica na regeneração celular também pode se dar por meio dos chamados fatores de crescimento. São proteínas naturais da pele que estimulam a produção de novas células, principalmente as responsáveis pela síntese de queratina e colágeno, substâncias que garantem a elasticidade e a firmeza da pele. Prevê-se que os produtos que utilizam a finalização transepidérmica cheguem às prateleiras das farmácias nos próximos seis meses.
A nanotecnologia também tem sido uma aliada poderosa no desenvolvimento da nova geração de cosméticos. Com ela, é possível fragmentar a molécula de uma substância ativa ao menor tamanho possível, o nanômetro, e fazê-la penetrar facilmente em qualquer tecido. Já existem vários produtos no mercado fabricados por meio dessa tecnologia. Entre os principais estão os filtros solares, que garantem até 100% de proteção contra a ação do sol. As moléculas fragmentadas, além de penetrar mais profundamente a pele, têm também maior capacidade de absorção, o que garante que o produto se espalhe de maneira mais uniforme. Uma grande vantagem das nanopartículas é a capacidade de penetrar as camadas da pele e o interior das células sem a interferência dos receptores, as sentinelas da membrana celular. Os receptores são como válvulas que têm como função selecionar o conteúdo que chega até o interior das células. Para que uma substância atravesse essa membrana, molécula e receptor devem se encaixar perfeitamente, como duas peças de um quebra-cabeça. "Os ingredientes de um cosmético funcionam como um gatilho. Eles atingem certos receptores na epiderme, e isso produz uma reação em cadeia capaz de estimular as células das camadas mais profundas da pele", disse a VEJA a americana Ni’Kita Wilson, vice-presidente da firma de cosméticos Cosmetech Laboratories.
O conhecimento cada vez mais apurado da pele faz com que as novas linhas de pesquisas dermatológicas lidem com uma quantidade muito maior de variáveis do que no passado. Tradicionalmente, considerava-se a existência de apenas quatro tipos de pele: normal, seca, mista e oleosa. Há quatro anos, num estudo hoje amplamente aceito pela ciência, a dermatologista americana Leslie Baumann, do Baumann Cosmetic & Research Institute, em Miami, propôs que na realidade existem dezesseis tipos de pele. Cada um deles deriva de uma combinação de quatro fatores – hidratação, sensibilidade, textura e pigmentação. Recentemente, descobriu-se também que a idade biológica é fundamental para a escolha do tipo de tratamento da pele. Até os 25 anos, o corpo se encarrega de produzir naturalmente as substâncias que lhe garantem beleza e juventude. Cabe aplicar apenas um hidratante simples e fazer uso do protetor solar com regularidade. Dos 25 aos 40 anos, a produção das substâncias responsáveis pela juventude da pele começa a diminuir. É preciso usar hidratantes mais intensos. Dos 40 aos 60 anos, a pele necessita de estímulos vigorosos para continuar produzindo as substâncias que a mantêm. Recomenda-se a utilização de cremes altamente concentrados para a prevenção do envelhecimento. A ciência também reforça cada vez mais a importância dos hábitos de vida na preservação da juventude da pele. "É um conjunto de fatores que determina o viço da pele", diz Daniel Gonzaga, diretor de pesquisa e tecnologia da Natura.
Na corrida pela revolução dos novos produtos de beleza, a indústria de cosméticos vem aumentando seus investimentos em pesquisas e também na qualificação dos pesquisadores. A francesa L’Oreal, a maior empresa de cosméticos do mundo, elevou seu investimento em pesquisas em 23% nos últimos cinco anos – de 496 milhões de euros em 2005 para 609 milhões de euros neste ano. Os farmacêuticos, que no passado eram os maiores responsáveis pela elaboração dos cosméticos, são hoje minoria entre os Ph.Ds. e doutores que pilotam os principais laboratórios do mundo. Na L’Oreal, dos 3 268 pesquisadores que trabalham em trinta áreas dos laboratórios, 2 000 deles são Ph.Ds. em diversas disciplinas. As principais empresas cosméticas, além de manter laboratórios próprios, firmam convênios com as mais aclamadas universidades. Em geral, leva-se entre cinco e dez anos para criar um produto. A Natura, para uma única linha de hidratantes faciais a ser lançada nos próximos meses, fez mais de 2 500 pesquisas, que incluíram desde o comportamento do consumidor até testes específicos com os diferentes tipos de pele das mulheres brasileiras. Diz o carioca Omar Lupi, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia: "A revolução definitiva na eficiência dos cosméticos ocorrerá nos próximos dez anos, quando as pesquisas genéticas básicas levarem à elaboração de produtos praticamente customizados".
A pele lisa eterna - Lifting do futuro
Pele artificial produzida na Bionext, em Curitiba: possível uso em tratamentos estéticos.
A maioria dos princípios ativos atualmente adotados pela indústria cosmética para aliviar as rugas associadas ao envelhecimento foi antes usada como remédio contra queimaduras. Não será total novidade, portanto, quando as peles sintéticas, hoje de grande utilidade nos hospitais, passarem a ter aplicações estéticas. É uma questão de tempo, apenas. Atualmente, em algumas terapias estéticas que envolvem descamações mais radicais da pele, os dermatologistas têm como recurso cobrir a área afetada com pele artificial. Enquanto a epiderme natural se recupera do trauma, sua equivalente sintética, feita de celulose, se encarrega de evitar infecções e de manter a hidratação. O uso de peles feitas com tecido humano, porém, ainda não fornece resultados estéticos satisfatórios. Diz Ronaldo Golcman, cirurgião plástico do Hospital Albert Einstein, de São Paulo: "Ainda não é possível substituir a pele natural por enxertos feitos em laboratórios para fins estéticos porque essas peles não têm a mesma qualidade. Elas podem se retrair ou apresentar pigmentação diferente".
Existe hoje uma dezena de tipos de pele artificial em uso nos hospitais ou ainda em fase de testes nos laboratórios. A pele é um dos órgãos do corpo que mais sofrem rejeição ao ser transplantados. Apenas gêmeos univitelinos podem doar a pele um ao outro com baixo risco de fracasso. A pele artificial contorna esse obstáculo natural. Ela pode ser feita com material sintético ou com células humanas. No caso de queimaduras graves, as mais usadas são a de colágeno e a de biocelulose. Esta é produto do metabolismo das bactérias Acetobacter xylinum, que se alimentam de carbono e secretam fibras de celulose. Depois de desidratadas, as fibras se transformam em membranas que lembram finos papéis de seda. À medida que a nova pele vai nascendo, a cobertura artificial se desprende. Gerardo Mendonza, da Bionext, fabricante de peles de biocelulose no Paraná, explica: "A trama da pele artificial é larga o suficiente para permitir a respiração dos tecidos, mas estreita o bastante para impedir a entrada de agentes infecciosos".
Mulheres principalmente, mas também muitos homens, com mais dinheiro do que senso, têm pago nos Estados Unidos e na Europa mais de 1 000 dólares por uma emulsão facial cuja matéria-prima viria de um laboratório militar secreto na Rússia, onde os cientistas da defunta União Soviética teriam produzido uma pele sintética quase perfeita. Desde 2005, sob o nome comercial de Amatokin, é vendida no exterior uma linha de cremes antirrugas com preço médio de 200 dólares que declara essa mesma e intrigante origem. Isso tudo soa incerto. O certo é que logo as pesquisas sobre a pele artificial vão abrir mesmo novos caminhos para tratamentos estéticos com resultados radicais.
A luta interna contra os radicais livres
Quando os cientistas começaram a desvendar com maior precisão os mecanismos do envelhecimento da pele, surgiram duas frentes nas pesquisas sobre como preservar a juventude por mais tempo. Uma levou aos cremes e a outros produtos de aplicação tópica, característicos da cosmetologia. A outra, cujas perspectivas eram igualmente promissoras, resultou em produtos de uso interno: compostos principalmente de pílulas de vitaminas, proteínas ou sais minerais que, ingeridas, ajudam a manter a pele saudável, eles receberam o nome genérico de nutricosméticos. Os primeiros apareceram no início da década de 90 e eram feitos à base de colágeno. Essa proteína presente no tecido conjuntivo é determinante na sustentação e firmeza da pele. Hoje, os nutricosméticos mais populares são fabricados com betacaroteno, vitaminas A, C e E, zinco, colágeno, licopeno, isoflavona e silício orgânico. Alguns desses componentes podem ser encontrados em combinação numa só pílula. O principal objetivo continua a ser o original: preservar e estimular a produção de colágeno.
A maioria das substâncias é oferecida por frutas e legumes (o licopeno está presente no tomate e a isoflavona na soja). Mas as pílulas reúnem uma concentração de elementos ativos que dificilmente se consome na alimentação diária. "A eficiência é maior que a dos cosméticos tópicos porque os nutricosméticos partem de dentro do corpo", disse a VEJA a engenheira química francesa Patricia Manissier, diretora de pesquisa e desenvolvimento dos Laboratórios Innéov, em Paris. Cada substância presente nas pílulas contribui de determinada maneira no esforço de combater os radicais livres, átomos de hidrogênio que ficam entre as células e que danificam as estruturas proteicas que dão sustentação à pele, entre elas o próprio colágeno. O stress, o cansaço, a má alimentação e a exposição ao sol aumentam a quantidade dos radicais livres. "O betacaroteno é uma das substâncias mais eficazes nesse processo, formando uma camada de proteção na pele que reduz os efeitos nocivos do sol", diz a dermatologista paulista Ligia Kogos. O licopeno, por sua vez, responsável pela coloração vermelha dos alimentos, estimula a produção de melanina e proporciona um bronzeado com aspecto mais natural.
REVISTA VEJA - MARÇO 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Manteiga ou Margarina
Elas estão em nove de cada dez cafés da manhã tipicamente brasileiros e são alvo de debates acirrados entre pesquisadores. Em jogo, o título de vilã ou mocinha da boa mesa. Apesar de tanto a margarina quanto a manteiga serem feitas de gorduras, ao comparar a composição e valores nutricionais das duas é fácil chegar a conclusão de que são alimentos bem diferentes. Afinal, qual é mais saudável? Veja as vantagens e desvantagens de cada uma e tire suas próprias conclusões.
Manteiga
Origem animal
É um dos derivados do leite, feito com nata batida. Há dois tipos de gorduras alimentares: as saturadas (sólidas a temperatura ambiente) e as insaturadas (líquidas). “A ingestão recomendada de gordura na dieta é de, no mínimo, 20% e, no máximo, 30% do total de calorias, sugerindo também uma proporção aproximadamente igual entre os ácidos graxos saturados e insaturados”, explica Nilson Evelazio de Souza, professor titular do departamento de Química da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Mais colesterol
Como é natural, a manteiga não tem gordura hidrogenada nem interesesterificada, portanto é sempre zero trans.
Essa é uma das vantagens do alimento, mais fácil de ser metabolizado. Por outro lado, a quantidade de gordura saturada e, consequentemente, de colesterol, é bem mais alta.
Calorias
“Qualquer gordura tem 9 calorias por grama”, diz a médica nutróloga Marcella Garcez Duarte, representante da Associação Brasileira de Nutrologia no Paraná.
A concentração de lipídios na manteiga é maior do que na margarina, que tem 16% a 35% de água na composição.
A manteiga, portanto, acaba sendo mais calórica.
Mudança de papel
A manteiga já foi vista como prejudicial à saúde por ser fonte de colesterol. “Hoje sabe-se que o seu consumo moderado não é o grande causador da obesidade e das doenças cardíacas. Estudos indicam que os maiores problemas estão no consumo de gorduras trans e na ingestão excessiva de ácidos graxos ômega 6 combinado a pequeno consumo de ácidos graxos ômega 3”, afirma Cinthia Bittencourt Spricigo, engenheira de alimentos professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).
Recomendação;
Pessoas que não têm altos níveis de colesterol podem comer manteiga sem preocupação. “Nosso organismo tem enzimas para digerir a gordura saturada. É muito mais fácil metabolizar essa gordura natural do que as modificadas quimicamente”, diz Marcella.
Margarina
Origem vegetal
As margarinas são feitas a partir de óleos vegatais líquidos que passam por um processo químico para se tornarem sólidos e cremosos. O leite ou derivados é um ingrediente obrigatório, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com a regulamentação, a porcentagem de gordura deve ficar entre 64% e 82%.
Zero trans;
Quase todas as margarinas vendidas têm a marcação de zero trans no rótulo. Isso quer dizer que o alimento tem de zero a 0,3 gramas de gordura trans por porção, de acordo com recomendações da Anvisa. A partir de 2003, quando se passou a exigir que a quantidade de trans viesse descrita nos rótulos, os fabricantes procuraram eliminar o ingrediente da composição dos alimentos. Mesmo assim, algumas margarinas ainda têm. “É uma gordura que nosso corpo não reconhece, é vista pelo sistema digestivo como se fosse um polímero, um plástico. Ela acumula nas artérias e, a longo prazo, é muito mais nociva do que a gordura saturada”, explica a nutróloga Marcella.
Modificada quimicamente:
“Todas as margarinas com zero trans tem gordura interesterificada”, alerta Marcella. Foi uma forma de os fabricantes substituirem a trans sem fazer com que os produtos ficassem menos cremosos. Essa gordura é um óleo vegetal modificado quimicamente. Como o processo é recente, não há conclusões sobre qual seria a reação do organismo humano em relação a esse tipo de lipídio.
“Os primeiros resultados não são favoráveis. É provável que ela não seja metabolizada como a trans.”
Porcentagem de lipídios:
Quanto mais lipídios uma margarina tem, mais calórica e mais cremosa ela se torna. Eles não fazem mal, desde que não sejam consumidos em excesso. A margarina light tem uma porcentagem menor.
De olho do rótulo:
O melhor jeito de escolher margarinas é conferindo o rótulo. “Algumas possuem menos sal, outras contêm vitaminas, maiores teores de ômega 3 e menores teores de gordura saturada, o que pode torná-las mais saudáveis do que outras que não têm essas características”, diz Cinthia.
Fonte: GAZETA DO POVO – PR
Manteiga
Origem animal
É um dos derivados do leite, feito com nata batida. Há dois tipos de gorduras alimentares: as saturadas (sólidas a temperatura ambiente) e as insaturadas (líquidas). “A ingestão recomendada de gordura na dieta é de, no mínimo, 20% e, no máximo, 30% do total de calorias, sugerindo também uma proporção aproximadamente igual entre os ácidos graxos saturados e insaturados”, explica Nilson Evelazio de Souza, professor titular do departamento de Química da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Mais colesterol
Como é natural, a manteiga não tem gordura hidrogenada nem interesesterificada, portanto é sempre zero trans.
Essa é uma das vantagens do alimento, mais fácil de ser metabolizado. Por outro lado, a quantidade de gordura saturada e, consequentemente, de colesterol, é bem mais alta.
Calorias
“Qualquer gordura tem 9 calorias por grama”, diz a médica nutróloga Marcella Garcez Duarte, representante da Associação Brasileira de Nutrologia no Paraná.
A concentração de lipídios na manteiga é maior do que na margarina, que tem 16% a 35% de água na composição.
A manteiga, portanto, acaba sendo mais calórica.
Mudança de papel
A manteiga já foi vista como prejudicial à saúde por ser fonte de colesterol. “Hoje sabe-se que o seu consumo moderado não é o grande causador da obesidade e das doenças cardíacas. Estudos indicam que os maiores problemas estão no consumo de gorduras trans e na ingestão excessiva de ácidos graxos ômega 6 combinado a pequeno consumo de ácidos graxos ômega 3”, afirma Cinthia Bittencourt Spricigo, engenheira de alimentos professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).
Recomendação;
Pessoas que não têm altos níveis de colesterol podem comer manteiga sem preocupação. “Nosso organismo tem enzimas para digerir a gordura saturada. É muito mais fácil metabolizar essa gordura natural do que as modificadas quimicamente”, diz Marcella.
Margarina
Origem vegetal
As margarinas são feitas a partir de óleos vegatais líquidos que passam por um processo químico para se tornarem sólidos e cremosos. O leite ou derivados é um ingrediente obrigatório, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com a regulamentação, a porcentagem de gordura deve ficar entre 64% e 82%.
Zero trans;
Quase todas as margarinas vendidas têm a marcação de zero trans no rótulo. Isso quer dizer que o alimento tem de zero a 0,3 gramas de gordura trans por porção, de acordo com recomendações da Anvisa. A partir de 2003, quando se passou a exigir que a quantidade de trans viesse descrita nos rótulos, os fabricantes procuraram eliminar o ingrediente da composição dos alimentos. Mesmo assim, algumas margarinas ainda têm. “É uma gordura que nosso corpo não reconhece, é vista pelo sistema digestivo como se fosse um polímero, um plástico. Ela acumula nas artérias e, a longo prazo, é muito mais nociva do que a gordura saturada”, explica a nutróloga Marcella.
Modificada quimicamente:
“Todas as margarinas com zero trans tem gordura interesterificada”, alerta Marcella. Foi uma forma de os fabricantes substituirem a trans sem fazer com que os produtos ficassem menos cremosos. Essa gordura é um óleo vegetal modificado quimicamente. Como o processo é recente, não há conclusões sobre qual seria a reação do organismo humano em relação a esse tipo de lipídio.
“Os primeiros resultados não são favoráveis. É provável que ela não seja metabolizada como a trans.”
Porcentagem de lipídios:
Quanto mais lipídios uma margarina tem, mais calórica e mais cremosa ela se torna. Eles não fazem mal, desde que não sejam consumidos em excesso. A margarina light tem uma porcentagem menor.
De olho do rótulo:
O melhor jeito de escolher margarinas é conferindo o rótulo. “Algumas possuem menos sal, outras contêm vitaminas, maiores teores de ômega 3 e menores teores de gordura saturada, o que pode torná-las mais saudáveis do que outras que não têm essas características”, diz Cinthia.
Fonte: GAZETA DO POVO – PR
quarta-feira, 10 de março de 2010
CURSOS DE EXTENSÃO ESTACIO FIB
CURSOS DE EXTENSÃO MATRICULA NO SITE APARTIR DE 15-03
INDIRA
MANHÃ GEOTERAPIA E GESSOTERAPIA(40h) – LAB 17
SEXTA (09-04)
TARDE AURICULOTERAPIA (40h) – LAB 19
QUARTA (07-04) MANHÃ SHIATSU FACIAL (40h) – LAB 17
MILENA
QUARTA (07-04) TARDE REFLEXOLOGIA PODAL (32h) – LAB 19
WILNA
SEXTA (09-04) TARDE DEPILAÇÃO (32h) – LAB 17
DANIELLA
MANHÃ LIMPEZA DE PELE (40h) – LAB 17
SEGUNDA (05-04)
TARDE MASSAGEM COM REJ. FACIAL (40h) – LAB 17
QUINTA (01-04) MANHÃ PROTOCOLOS FACIAIS (40h) – LAB 17
SHEILA
QUARTA (07-04) TARDE DRENAGEM LINFATICA (32h) – LAB 17
HIGIDIO
SABADO (10-04) MANHÃ COSMETOLOGIA FACIAL (32h) – LAB QUIMICA
SEGUNDA (05-04) MANHÃ COSMETOLOGIA CORPORAL (20h) – LAB QUIMICA
MONICA MAYOR
SEXTA (09-04) MANHÃ DESINIG DE SOBRANCELHA (20h) – LAB 19
MERCIA
TERÇA (06-04) TARDE HIDRATAÇÃO CAPILAR (32h) – LAB 19
RITA
SEGUNDA (05-04) MANHÃ HIGIENIZAÇÃO CAPILAR (32h) – LAB 19
segunda-feira, 8 de março de 2010
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